Diário de Leitura | Guia do Herói Para Vencer Dragões Mortais - Cressida Cowell
18/03/24
01/04/24
Páginas lidas: 11
- MEU TRONO FAVORITO ESTÁ DESTRUÍDO!!!!
Perna-de-peixe interrompe calmamente, se aproximando.
- Vamos!! - Perna-de-Peixe encoraja. - Sente-se e veja como fica nela.
Stoico então se senta na cadeira e Perna-de-Peixe recua.
- você acha? - Stoico diz, flexionando os músculos.
- Ah, sim! o Senhor é uma visão de Valhala! Aquele cujo o nome faz tre...
- E COMO OUSA ROUBAR A CUECA DO CHEFE DA TRIBO DOS HOOLIGANS CABELUDOS?
- Era uma competição de roubo - sorriu Camicazi, insolente -, caso não tenha percebido...
Embora o que ela tenha dito fosse verdade, não ajudaria a melhorar o humor de Stoico.
- A ROUPA DE BAIXO DE UM CHEFE É SAGRADA! E, SOLUÇO, A CULPA É DE SEU DRAGÃO AMEBA, BRIGUELA!
Ele aponta para o mesmo, que estava sentado no trono quebrado, dando risadinhas.
- O nome dele é Banguela, pai. E a culpa não é dele, provavelmente foi só uma faísca de fogo...
Nesse momento, Banguela solta um arroto de madeira, e duas grandes baforadas de fumaça saem de suas narinas, fazendo chover lascas de madeira pela sala.
- O QUE VOCÊS ACHAM QUE EU SOU? IDIOTA? - berrou Stoico.
- Peço desculpas, pai... - murmurou soluço. Ele então olha para Banguela. - Você sabe que não deve tocar em nada que pertença ao meu pai!
- E-E-Era MADEIRA! - Ressaltou Banguela -, Soluço disse: coma sua madeira, então Banguela Comeu a m-m-madeira!
- Eu me referi aos PEDAÇOS DE MADEIRA no seu pote, e você entendeu, Banguela. - Repreendeu Soluço. - Não ao trono.
08/04/24
Páginas lidas: 8
Stoico ficou ainda mais irritado, e então, falou com a voz ameaçadoramente calma.
- Soluço, você não estava falando em dragonês com seu dragão, estava?
Soluço gagueja.
- Uh... sim pai... quer dizer, não, pai.... quer dizer, eu não sei, pai.
- Você ESTAVA falando em dragonês. - Ele então tira um caderninho do bolso. Havia o título de "Guia do Herói para Vencer Dragões Mortais". - Foi VOCÊ que escreveu isso, Soluço?
- Foi - Admitiu Soluço. Ele nem podia negar, havia o nome dele na capa do livro, logo abaixo do título.
Havia um pequeno catálogo de todos os dragões que ele já vira, incluindo seus preferidos, como a "Sombra Noturna Venenosa", e a "Vorpente Venenosa". Stoico treme de raiva, enquanto segura o livro.
- LIVROS? Meu Herdeiro, escrevendo LIVROS?!! Eu esperava que você agisse como um VIKING!!! OS SPANTOSICUS STRONDUS NÃO ESCREVEM LIVROS! Seus ancestrais devem estar se revirando no túmulo! O QUE é que os Spantosicus Strondus não fazem, soluço?
- Os Spantosicus Strondus não escrevem livros - Murmurou soluço.
15/04/24
páginas lidas: 9
Camicazi pula de alegria, um sorriso perverso no rosto.
-Vamos roubar, hehe!! Estava arrumando uma desculpa para roubar o Dragão furtivo da minha mãe.
-Esperem um segundo - Interrompeu Perna-de-Peixe -, Que história é essa de roubar Dragões Furtivos das pessoas? E o que é um Dragão Furtivo, para começo de conversa?
-Ela roubou de Insensato, o Assassino, há dois dias atrás - Explicou Camicazi. - É uma das armas secretas dele. Por isso ela aceitou a competição de "quem roubaria a coisa mais valiosa". Ela sabia que ele nunca faria algo mais impressionante do que roubar a Tribo Assassina.
-Ou nada mais louco! - Retruca Soluço. - Ninguém rouba o Insensato... Mas por que precisaremos de um Dragão Furtivo, se temos apenas uma pessoa lá, protegendo a Biblioteca?
- Nunca se sabe. - Diz Camicazi, confiante. - Vai que ele olha a janela na hora em que estivermos lá? Para isso não acontecer, estaremos neste Dragão Furtivo que citei, e assim ele não nos verá. Agora, vamos!
Os meninos a seguem, hesitantes. Eles vão ao estábulo onde se encontrava o Dragão Furtivo. À primeira vista, não parece haver nada lá dentro. Tiveram de ficar alguns segundos olhando, assim, conseguindo enxergar o leve contorno dragão, a parte inferior do mesmo da mesma textura do feno em que dormia, e a parte superior, da textura da madeira.
- UAU!! - Disse soluço, admirado. - Olhem os espinhos em sua cauda... São enormes. Mas não podemos roubá-lo, Camicazi.
- Por que não? - Disse ela, saltando no ar, no que pareciam ser as costas do dragão. O mesmo acorda com um susto.
- Por que não? Por que não??? - Perna-de-Peixe exclamou. - Insensato deve estar procurando este dragão por todo o Arquipélago! E eu não quero estar sentado nele se o encontrarem.
-Quer vocês queiram, ou não, eu irei até a biblioteca, roubarei o livro, e ainda voltarei a tempo de tomar um chá.- disse ela, sorrindo.- Não estão com medo, estão?- Zombou ela.
Soluço não admitiria que estava com medo, não para uma menina loura que batia nos ombros dele.
- Sei que vou me arrepender disso.- Disse ele, suspirando.
- Nem metade do que eu ou me arrepender...- Disse Perna-de-peixe, pulando de um pé para o outro com sua ansiedade.
Eles então sobem nas costas do Dragão Furtivo, e Soluço fala gentilmente.
-Podemos ir até a Biblioteca dos Cabeças-Ocas?
Se alguém sabia como treinar dragões, eram os dragões furtivos. O dragão fica alerta e reponde com prontidão militar.
- Certamente, SENHOR! O que quiser, SENHOR! Isso é tudo, SENHOR?
- que santinho... -Murmurou Banguela.
- E lá... Vamos... NÓS! EIIIIA! - Gritou Camicazi.
O dragão salta no ar assim que ouviu o comando de Camicazi, sobrevoando as muralhas da Biblioteca, silencioso como um sussurro.
22/04/24
Páginas lidas: 4
Então, os jovens garotos engatinham na asa do dragão invisível, e sobem no peitoril. Soluço pede para que o dragão fique lá e espere eles, e o dragão sussurra de volta:
- Sem problemas, SENHOR! É só chamar, SENHOR!
O dragão então fica a uma pequena distância de lá, apenas esperando o comando de alguém. Camicazi entra, seguido de Perna-De-Peixe, e Soluço fica parado, no peitoril, enquanto via um dragão da raça Esquilo-Serpente que passava, e ele perde a concentração, escorregando e dando um grito.
Foi assim que ele se viu pendurado no fim do Capítulo 1.
Os guerreiros começam a apontar ajustar suas flechas e apontá-las para Soluço, enquanto outros dos guerreiros se abaixavam para soltar Seus Dragões Brocas das correntes.
29/04/24
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